Se fosse eu, rifava a mãe

Se fosse eu, rifava a mãe

Depois do meu texto “Trabalhar com a Francisca em quarentena – Semana #2” nada melhor que recuperar este texto para que não fique a ideia que isto cá em casa é tudo fácil.

Há dias em que como mãe me sinto péssima. Principalmente quando não tenho paciência e grito com ela. Sim, grito. É verdade não devia. Mas grito. E grito porque estou cansada, e aquilo tem mesmo de ser feito quer esteja cansada ou não, e à décima sétima vez com o mesmo erro, a paciência faz “ puff”.São normalmente dias intensos no escritório em que chego tarde, ou dias em que tenho a cabeça ocupada com mil preocupações.

Hoje foi um dia assim. E naquele braço de ferro entre o meu ego (nada líder) e a sua infantilidade acabamos por fazer uma corrida a ver quem é que é mais criança. Ela chora, e eu irrito-me. Eu irrito-me e ela chora. E no meio dessa confusão de emoções ela normalmente diz qualquer coisa que me faz sair daquele padrão. E aí morro de vergonha por estar a ser tão infantil e não ter a inteligência emocional necessária para lidar com aquilo. Abraço-a e peço-lhe desculpa. Ela de imediato acalma. Retomamos a terapia e terminamos tranquilas.
Não devia ser assim? Não. Mas é. Às vezes é.

Patrícia Teixeira de Abreu

Vivo a vida com intensidade e acredito que a dislexia pode ser uma oportunidade única de crescimento para uma família de miúdas com garra.

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