Quando fechamos a porta à culpa…

Quando fechamos a porta à culpa…

Vim passar um fim de semana fora, sem crianças. E isso sabe pela vida, embora tenha lutado contra a culpa.

Para a semana é uma semana de vários testes e fichas. E ontem quando me vim embora a Francisca estava ansiosa. E eu inicialmente fiquei a sentir-me culpada, mas depois pensei que não fazia sentido.

Há um trabalho de autonomia no estudo que estamos a fazer, e na verdade eu não quero que a Francisca fique dependente de mim no estudo. O meu papel é capacitar, não fazer por ela.

Acalmei-a e acalmei-me. E definimos a estratégia para o estudo das várias disciplinas e pedi ajuda às irmãs para algumas matérias. Disse-lhe que se precisasse de ajuda não estava sozinha. Ficou mais descansada e eu vim embora.

Li noutro dia que controlamos melhor a ansiedade quando aumentamos a previsibilidade dos acontecimentos que nos causam stress. Por isso fazer com ela o exercício de “ acordas de manhã, brincas um bocadinho, estudas ciências, se não perceberes alguma coisa não faz mal, pedes ajuda âs manas, brincas, estudas matemática…” ajuda bastante.

Não sei como vai correr, mas isto também faz parte da aprendizagem. Estou sempre a dizer isto, mas somos melhores pais quando paramos.

Hoje foi um dia super feliz ❤️

Patrícia Teixeira de Abreu

Vivo a vida com intensidade e acredito que a dislexia pode ser uma oportunidade única de crescimento para uma família de miúdas com garra.

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