Progressos e postura

Progressos e postura

A felicidade de chegar à escola e acertar as contas todas é indescritível. Sorte? Não. Trabalho. Foram 2 meses de férias de Verão a trabalhar todos os dias.A fazer contas com massas, a utilizar os donuts preferidos dela para explicar a diferença entre metade e o dobro. Nem sei bem quantificar as vezes que reinventamos as contas, mas no final decidi que não ia investir nem mais um minuto com o método novo de fazerem contas no 3ºano em que desdobram as contas ao infinito. Isso para disléxicos não dá, portanto contas é à antiga, com o algoritmo e em pé. E funciona, e é só isso que queremos. Que funcione.
“Mãe eu fui a primeira a acabar, mas achei tão estranho que nem pus o dedo no ar”. Humm…duas coisas:

  1. Temos de continuar a trabalhar a auto-estima
  2. Vamos festejar e capitalizar o resultado do trabalho que fizemos!

Isto não significa que no dia seguinte não erre tudo. Falta de trabalho? Não. Falta de concentração. A Francisca quando está cansada desliga. Faz contas de somar quando são de subtrair, desaprende a tabuada, erra matérias que já dominava… Quando ela começa a bocejar já sei que não vai correr bem.

Está cientificamente provado que a nossa postura tem muita influência no nosso estado emocional. Se andarmos de cabeça baixa, ombros para baixo e fizermos cara triste, vamos efectivamente sentirmo-nos deprimidos. É a mesma coisa com o cansaço. Se embora cansada, ela começa a bocejar, a encostar a cabeça ao braço, numa postura mole na cadeira só com um golpe de sorte é que vai ser produtiva.

Na minha opinião é muito importante associar algumas rotinas ao trabalho. Quando vamos trabalhar vamos com atitude. Pessoas com atitude não estão deitadas em cima da mesa. Estão numa posição de energia: costas direitas, mãos em cima da mesa , material todo organizado. Isso não significa que o trabalho seja austero, duro e aborrecido. É apenas um factor que a ajuda a entrar no “mood” e a estimular a concentração máxima.

Patrícia Teixeira de Abreu

Vivo a vida com intensidade e acredito que a dislexia pode ser uma oportunidade única de crescimento para uma família de miúdas com garra.

2 Comentários

    Avatar

    Maria do Carmo

    29th Mar 2020 - 0:01

    Obrigada por partilhar o seu dia a dia no blog. Gosto muito de ler.

      Patrícia Teixeira de Abreu

      Patrícia Teixeira de Abreu

      29th Mar 2020 - 0:06

      Boa noite Maria do Carmo,
      Obrigada pelo seu feedback!
      Um beijinho Patrícia

Deixe o seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Os campos obrigatórios estão marcados *