Férias – daquelas à seria!

Férias – daquelas à seria!

Tivemos a terapeuta a semana passada e ficámos radiantes. Ficarmos radiantes na terapia digamos que é uma coisa rara. Nada contra a terapia (antes pelo contrário), mas daí a termos uma explosão de felicidade vai um grande passo.

Já estávamos as duas no “mood” trabalho, quando o tema da sessão foi: “ Vamos preparar o trabalho para as férias.”

Comecei a escrever, o melhor é escrever tudo,que com tantos desafios às vezes também eu faço concorrência à “Dóris”.

O trabalho de férias tem que se lhe diga: Às segundas rever o inglês e escrever o vocabulário, às terças interpretação de texto e leitura, às quartas problemas de matemática, cálculo mental, às quintas …ninguém refilou. Já estamos habituadas. Mas de repente a terapeuta disse: “ Francisca podes escolher nas férias 15 dias sem trabalhar “. Ela nem estava a acreditar. “ 15 dias, eu? Mas está a falar a sério?” , “Sim e não trabalhas ao fim de semana”, “ Todos??? Eu não tenho de trabalhar ao fim de semana?Nenhum fim de semana? Nada? Zero mesmo?” Felicidade total. Dela e minha. Nem estávamos a acreditar. Só de imaginar 15 dias de férias, mas férias mesmo é uma alegria que nem consigo bem descrever. Negociámos logo os dias do Algarve! Feito.

Depois de mais de um ano e meio de trabalho diário, vamos ser francas: Era mais que merecido. Vamos aproveitar cada minuto! Venham mais surpresas destas que o melhor da vida são mesmo os momentos inesperados!

PS- É claro que, mesmo não fazendo trabalhos é importante estimular a leitura, seja ela de que forma for: livros, lista de compras do Supermercado, emails das amigas, mensagens das manas com emojis à mistura etc. Uma ideia que resultou connosco, foi vermos um filme para crianças  com legendas, as  duas em “modo descontracção” no sofá. Ela lia umas legendas, eu lia outras e às vezes parávamos a imagem para ler com calma. Sentiu-se super crescida por ter conseguido ler algumas legendas sozinha, e ao mesmo tempo associámos a leitura a uma experiência positiva.

Patrícia Teixeira de Abreu

Vivo a vida com intensidade e acredito que a dislexia pode ser uma oportunidade única de crescimento para uma família de miúdas com garra.

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