ADAPTAÇÃO (Testes)
- Dezembro 10, 2025
- por
- Patrícia Teixeira de Abreu
Há quase 3 semanas que estou do outro lado do mundo, em modo quase totalmente off, mas por Lisboa:
…há testes e trabalhos
…há uma gestão do dia a dia pelas manas já adultas
…há a ausência da mãe nas boleias nos dias em que chove torrencialmente
…há organização qb porque é preciso ganhar consciência que às vezes lá em casa há mãos invisíveis
…há horários desfasados com as fotografias do outro lado do mundo quando acordam
E depois há a “refilice” da mãe quando há ausência de notícias e há os áudios no whats app das filhas que garantem as novidades fresquinhas “on time”.
Estar próxima não é estarmos sempre juntas.Dei por mim a pensar que a distância também tem um papel importante na proximidade.A mim enquanto mãe permite-me olhar para as coisas com uma lente diferente e numa velocidade muito mais lenta e a elas dá-lhes a oportunidade de aproveitarem estes dias diferentes para crescerem com autonomia e confiança. E a verdade é que até agora correu muito bem.
E o áudio de ontem dizia sem dramas mas com algum cansaço que o teste tinha corrido bem embora não estivesse totalmente adaptado “o que cansa imenso mãe”. Do outro lado do mundo enviei um e-mail para a escola com a explicação da importância das páginas não serem frente e verso quando é necessário responder às perguntas de interpretação.
Eu acredito que muitas vezes as adaptações certas não são feitas por puro desconhecimento, e estou farta de pensar numa forma original para que estas adaptações essenciais fiquem no top of mind dos professores. Alguma ideia?
PS- Imprimir os testes em folhas separadas não agrafadas (mas numeradas) é importante porque: reduz o ruído visual o que é fundamental para crianças com dislexia que normalmente têm dificuldade na descodificação do texto,sobrecarga da memória de trabalho e dificuldade na localização de informação no texto.










