Abc da Dislexia
- Abril 09, 2025
- por
- Patrícia Teixeira de Abreu
Quando são pequenos, ficamos angustiados porque nos passa pela cabeça (muitas vezes)que podem nunca conseguir ler. As dificuldades do dia a dia são tantas que nos fazem facilmente antever cenários de insucesso escolar, de autoestima afectada para sempre, e de uma grande preocupação com o futuro. Não sabemos bem como reagir e instala-se um cansaço gigante. Sentimo-nos “sem chão”.
Uns (valentes) tempos depois percebemos que ou mudamos o mindset e pomos os pensamentos positivos a trabalhar para nós ou não nos estamos a ajudar. Começamos a procurar estratégias que tornem tudo mais leve e o esforço que isso representa transforma o cansaço que já foi quase insuportável em treino o que nos faz aumentar claramente a nossa capacidade de trabalho (empresas não duvidem que pais que acompanham crianças com dislexia têm uma capacidade de trabalho e resiliência muito acima da média!) .
A experiência faz-nos confiar mais no processo e alargar o nosso networking da dislexia. E isso é bom. Sentimo-nos muito mais ouvidos e compreendidos. E isso descansa-nos.Desligamos de vez dos conselhos de quem com a melhor das intenções diz “ hoje em dia os miúdos têm sempre qualquer coisa todos têm dislexia não é? Não te preocupes o meu filho também era assim, isso depois passa…”
Entretanto o tempo passa, eles crescem e a adolescência traz outros desafios. Temos medo que fiquem demasiado cansados ou que desliguem totalmente e começa a surgir o fantasma da universidade. Mas a parte boa é que com este endurance todos estamos mais fortes!
Não há uma fórmula certa e provavelmente a preocupação vai estar sempre lá, mas com o tempo aprendemos a viver o dia a dia e a não estarmos sempre a pensar no futuro nem a focarmo-nos no que é difícil. Ajuda escrevermos as conquistas (para as tornarmos visíveis) e festejamos sempre.
Para finalizar, só partilhar que as férias escolares representam uma leveza e tranquilidade a valorizar até ao último minuto! ❤️











