O nosso segredo para aprender Tabuadas…

O nosso segredo para aprender Tabuadas…

Encontrei por acaso umas cartas no Supermercado com tabuadas. As tabuadas são super difíceis de aprender. Por mais estranho que pareça, para a Francisca, as mais difíceis são as do 2 e do 3.

O problema na aprendizagem das tabuadas é, no meu ponto de vista de mãe, a memorização. Cada vez que temos o karma das tabuadas eu lembro-me da “Doris” do filme do Nemo que se esquecia imediatamente do que lhe diziam. Sem rodeios é basicamente isso. A solução é torná-la automática para que não bloqueie. E isso consegue-se com a repetição e com muita paciência.

Comprei as cartas, mas pensei: “ nem sei o que é que vou fazer com isto”. Às vezes é assim. Não tenho ideias, ou então as ideias ficam a “marinar “ durante uns dias.

Uns dias depois pensei que ou fazia uma brincadeira com as cartas ou não havia tabuada para ninguém – porque temos tido uns dias enormes e cansativos. A aprendizagem da tabuada assenta na repetição de trás para a frente, da frente para trás até ficar automática. Não é compatível com dias enormes em que estamos cansadas.

Por outro lado, por mais que deteste o tema, em Setembro a Francisca tem de ter as tabuadas automáticas, por isso o melhor é não deixar arrastar o tema.

Comprei umas canetas de quadro, que ficaram a “marinar” também uns dias. E depois comecei aquele teaser (como se diz em publicidade) : “ um dia destes vamos fazer uma brincadeira gira com as cartas, não achas Francisca ?“. Confesso que dizia isto na esperança de ter uma ideia fantástica que me ajudasse a que fosse mais fácil, mas o que aconteceu é que o teaser funcionou e a Francisca me começou a perguntar quando é que íamos jogar.

A Francisca tem uma prima da mesma idade, a Maria e resolvemos fazer um jogo. O objectivo era tornar o jogo divertido, que relembrasse a tabuada, que não causasse stress, e que não se sentisse inferior à prima ( cuja facilidade de aprendizagem é incomparavelmente maior). Percebi que o jogo não poderia estar focado na velocidade ( porque a pressão bloqueia-a), mas sim nos resultados. E correu lindamente.

Correr lindamente não significa ser mais rápida que a prima, não errar, ou ter melhores resultados.Correr lindamente significa ter uma boa experiência de aprendizagem. Brincar e ainda aprender ao mesmo tempo.

O melhor de tudo é que quer repetir! Ou seja a minha filha disléxica quer aprender a tabuada sem fitas nem birras a brincar.Há melhor que isto?

Patrícia Teixeira de Abreu

Vivo a vida com intensidade e acredito que a dislexia pode ser uma oportunidade única de crescimento para uma família de miúdas com garra.

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