A urgência do Setembro – como sobrevivemos!

A urgência do Setembro – como sobrevivemos!

Depois de umas férias maravilhosamente boas, o Setembro chegou cheio de pressa. Se há coisa que me irrita é a urgência do Setembro. O mês de Setembro, embora seja o início do ano, é para mim o mês mais difícil.Depois de umas férias “dolce fare niente” entrar na rotina custa-me e cansa-me imenso, até porque a nível profissional é dos meses mais intensos.

Na verdade é tudo ao mesmo tempo, mas o que me mata mesmo é organizar o ano escolar e voltar ao ritmo com a Francisca (se a mim me custa, a ela muito mais). Aquelas idas ao supermercado (que elas adoram) onde corremos a lista interminável de material são um atentado à minha sanidade.

Este ano resolvi fazer diferente. Na continuação do post anterior alterei o mindset para um novo e tranquilo começo em vez de um recomeço (com o peso enorme do “re”). Como dizia o Einstein, “insanidade é fazer sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes”. Portanto, antes de ir de férias,e aproveitando o custo marginal do cansaço já adquirido,  tratei de tudo. Fomos ao supermercado comprar o material, encomendámos e recebemos os livros, “destralhámos” o quarto e deixámos tudo preparado. Economicamente falando preparámos o Setembro para a minimização do esforço com vista à maximização do resultado.

Como preparamos as aulas em casa, temos normalmente um par de livros para cada disciplina: os livros comprados que ficam na escola, e outros exactamente iguais emprestados, ou que vou buscar ao banco de livros para seguirmos a matéria em casa. Ajuda muito a reduzir a irritação que ao final do dia provoca sistematicamente o “ esqueci-me dos livros na escola”.

Por outro lado, e graças às dicas fantásticas que me deram na página de Facebook no post que escrevi a pedir ajuda para Estudo do Meio (Ossos & Reis) já tenho o material para trabalharmos de forma lúdica.

Se juntarmos a isso o facto destas férias a Francisca ter lido mais um livro no mês de Agosto e ter começado outro, por sua própria iniciativa eu diria que tem tudo para correr melhor.

Confesso que este é um post para me automotivar e me colocar no mindset certo, porque a forma como olhamos para os desafios condiciona o resultado. Na verdade há pouca coisa que podemos controlar, mas esta claramente é uma delas. ( como se pode ver pela fotografia! )

PS- Sei que resulta quando lhe digo depois de um dia interminável em que perseguimos a tabuada do 8 sem birras : “Francisca, estou super orgulhosa , andas-te a portar muito bem” e oiço num tom meiguinho  “olha que tu também  te andas a portar mesmo bem Mãe!”

Patrícia Teixeira de Abreu

Vivo a vida com intensidade e acredito que a dislexia pode ser uma oportunidade única de crescimento para uma família de miúdas com garra.

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